Escola, cotidiano e lugar.
Vista aérea prefeitura municipal de Montividiu-GO.
Para que cada sujeito possa entender o que acontece na vida cotidiana, é fundamental que ele consiga abstrair daquilo que é o dia a dia de sua vida, das questões em que acontecem no lugar em que ele vive. E, desta forma refletir se distanciando das ações corriqueiras para perceber que os acontecimentos não são simplesmente do acaso, mas que o mundo é construído socialmente, cada um realizando sua parte - fazendo algo ou não fazendo nada. Só assim é possível compreender as coisas historicamente situadas e construídas no cotidiano da vida. As pessoas vão construindo seus espaços enquanto constroem suas vidas, suas histórias, e isso precisa ser compreendido. Neste sentido, a geografia pode contribuir para facilitar a compreensão do mundo em que vivemos.
Lugar é onde vivemos, moramos, trabalhamos, em fim onde acontece nossa vida. Ler o mundo da vida, ler o espaço e compreender que as paisagens que podemos ver são o resultado da vida em sociedade, dos homens na busca pela sobrevivência e pela satisfação de suas necessidades, significa, "estudar o lugar para compreender o mundo" (CALLAI,2002).
O que acontece num determinado lugar não é resultado apenas de decisões internas, portanto associadas ao voluntarismo dos atores locais. Dessa mesma forma, não é apenas por decisões externas que vêm de cima para baixo, submetendo a todos, sem a possibilidade de contestação e interferência desses mesmos atores locais,sujeitos que ali vivem. Estamos expostos aos acontecimentos numa dimensão escalar: global/mundial e do local, temos também níveis intermediários que são o regional e o nacional. E o universal está presente em todos esses recortes, que são espaciais, mas também políticos, administrativos, culturais e sociais. Cada lugar está inserido numa rede que comporta essa escala de análise. Os fenômenos acontecem no mundo, mas são localizados temporal e territorialmente num lugar.
Em resumo pode-se dizer que que a paisagem de um lugar é resultado de dados físicos que decorrem da natureza, como a vegetação, o relevo, a hidrografia, o clima, mas também de outros, que são os edificados: os prédios, as ruas, os caminhos, as praças, os monumentos, os símbolos, E há também a história e as diversas histórias particularizadas, a memória, a simbologia que expressam os sentimentos, a cultura do lugar. Essa cultura é a (síntese) é o que dá identidade.
Segundo Callai (2004), o espaço é resultado da vida das pessoas que nele vivem, das formas como trabalham, produzem e usufruem-no. O espaço vivido, de experiências renovadas, resgata os sentimentos de identidade e de pertencimento. Em conformidade, a paisagem é a materialização de um instante da sociedade e o espaço contém o movimento dessa sociedade. Já a região expressa o movimento desigual e combinado do capitalismo, enquanto o território está atualmente associado ao poder, dado que, certa região não é estática; pode sofrer regionalização. O território articula, portanto, o particular e o geral, o local e o global. Nesta articulação, compreendemos que o homem é produtor de cultura.
Lugar é onde vivemos, moramos, trabalhamos, em fim onde acontece nossa vida. Ler o mundo da vida, ler o espaço e compreender que as paisagens que podemos ver são o resultado da vida em sociedade, dos homens na busca pela sobrevivência e pela satisfação de suas necessidades, significa, "estudar o lugar para compreender o mundo" (CALLAI,2002).
O que acontece num determinado lugar não é resultado apenas de decisões internas, portanto associadas ao voluntarismo dos atores locais. Dessa mesma forma, não é apenas por decisões externas que vêm de cima para baixo, submetendo a todos, sem a possibilidade de contestação e interferência desses mesmos atores locais,sujeitos que ali vivem. Estamos expostos aos acontecimentos numa dimensão escalar: global/mundial e do local, temos também níveis intermediários que são o regional e o nacional. E o universal está presente em todos esses recortes, que são espaciais, mas também políticos, administrativos, culturais e sociais. Cada lugar está inserido numa rede que comporta essa escala de análise. Os fenômenos acontecem no mundo, mas são localizados temporal e territorialmente num lugar.
Em resumo pode-se dizer que que a paisagem de um lugar é resultado de dados físicos que decorrem da natureza, como a vegetação, o relevo, a hidrografia, o clima, mas também de outros, que são os edificados: os prédios, as ruas, os caminhos, as praças, os monumentos, os símbolos, E há também a história e as diversas histórias particularizadas, a memória, a simbologia que expressam os sentimentos, a cultura do lugar. Essa cultura é a (síntese) é o que dá identidade.
Segundo Callai (2004), o espaço é resultado da vida das pessoas que nele vivem, das formas como trabalham, produzem e usufruem-no. O espaço vivido, de experiências renovadas, resgata os sentimentos de identidade e de pertencimento. Em conformidade, a paisagem é a materialização de um instante da sociedade e o espaço contém o movimento dessa sociedade. Já a região expressa o movimento desigual e combinado do capitalismo, enquanto o território está atualmente associado ao poder, dado que, certa região não é estática; pode sofrer regionalização. O território articula, portanto, o particular e o geral, o local e o global. Nesta articulação, compreendemos que o homem é produtor de cultura.
Vista aérea hospital municipal (esq). Posto de saúde (dir).
A escola diante desse contexto: as coisas que acontecem no cotidiano da vida das pessoas precisam ser entendidas e a escola tem um papel fundamental nesse processo. O mundo da vida precisa entrar na escola, para que ela também seja viva, para que consiga acolher os alunos e dar-lhes condições de realizarem sua formação, desenvolverem um senso crítico e ampliarem suas visões de mundo. Trabalhar nos alunos o sentimento de pertencimento, para que eles possam se reconhecer como sujeitos de sua própria existência e consigam exercer sua cidadania.
Para estudarmos o lugar, devemos ter em mente que não podemos deixar de considerar que vivemos num mundo extremamente contraditório. E o que parecia homogêneo mostra-se bem diferenciado, exigindo atenção à diversidade e, também, à necessária solidariedade, o que exige posturas éticas para além daquilo que poderia ser considerado simples, porque as diferenças são mascaradas. Para reconhecer a diferença e respeitá-lá é preciso conhecer a realidade. "No atual período histórico, o mundo é fragmentado no sentido de que a globalização produz espaços da globalização, ou seja, os espaços hegemônicos e os hegemonizados, os que ditam as ordens e os que executam. Mas o mundo não é a somatória desses espaços tomados separadamente, mas sim uma totalidade, ou seja, esses espaços só fazem sentido no conjunto da totalidade". (STRAFORINI, 2004, p. 82-83).
Vista aérea de usina situada em região de planalto - Montividiu-GO.
Proposta de atividades como aprofundamento temático local.
1 - Pesquisa do lugar: com o mapa da cidade ,traçar itinerários, confecção de maquetes, com documentos da história da cidade, das pessoas, do próprio aluno, construindo linhas do tempo, textos de como as pessoas percebem a cidade, com o processo de fragmentação do solo urbano, por meio de interesses imobiliários, do poder público, do econômico, do político, com a organização de bairros, verificando seus problemas e potencialidades, as formas de organização das pessoas, com o estudo da história das ruas (e dos monumentos, praças, etc.), investigando seu percurso, a origem dos nomes, as características de ocupação, a rede de transporte urbano, verificando suas características, fluxos, acessibilidade, ligações importantes, com a identificação de lugares simbólicos da cidade, verificando o que eles representam para a cultura local da cidade.
Ensino de geografia e novas linguagens
Segundo Santos (1994), o meio técnico-científico-informacional é um processo de cientificização, tecnização e informatização do espaço que faz da informação uma variável fundamental para se viver na sociedade globalizada. A escola, nesse contexto, deve-se apropriar-se de várias linguagens e meios de comunicação para ensinar a decodificação, a análise, a interpretação e o uso de dados e informações e desenvolver no aluno a capacidade de assimilar e conviver com outras e novas tecnologias, que provocam também novas formas de aprender, com poder de reflexão e visão crítica. Se quisermos fazer da escola um lugar para se aprender a pensar, precisamos descobrir formas capazes de formar um sujeito com identidade, que reconheça seu pertencimento ao lugar vivido.
Questionamentos/reflexão sobre a atual disseminação cultural televisiva no Brasil.
A principal forma cultural construída por essas indústrias é a televisão, que ensina e forma indivíduos cada vez mais cedo. Nela podem-se observar diferentes temas e culturas expostos a qualquer horário e idade. Os conteúdos nela existentes possuem mensagens subliminares que conseguem escapar da consciência, o que tende a provocar a alienação. Diante disso, pode-se perceber este meio cultural como um produto bom que é capaz de mostrar conteúdos reveladores e contribuir para o desenvolvimento humano e um produto ruim capaz de alienar uma pessoa, levando-a a pensar e a agir como lhe é proposto, sem qualquer tipo de argumentação. No Brasil, a indústria cultural, não é homogênea, pois foca temas, assuntos e culturas estrangeiros, no lugar de ensinar e incentivar o interesse sobre a história e as tradições do próprio país. Infelizmente, a triste realidade brasileira é que são focados apenas objetos de compra e venda e não propriamente a cultura no qual esta se propunha. A produção realizada pela indústria cultural é centralizada no interesse lucrativo, o que impõem um determinado padrão a ser mostrado que transforma o espectador numa pessoa de crítica rebaixada e de mente narcotizada. (BRASIL ESCOLA, 2009).
Ótimo texto para ser trabalho em sala de aula.


